Daí que a gente saiu do Gourmet. O Almeida dirigindo, o Ed de primeira dama, o menino viado-hétero, que queria ser amigo do meu lado e eu, só jurando. Conversa vai, conversa vem, continua vindo, me dá um cigarro, obrigado, vamos pra Augusta, mas não quero ir pra Lôca.
Até que de repente o Almeida de Jesus, na sua intenção de ficar (ficar, tipo 5a série) com a primeira alma que desse abertura, começa um flerte desesperado com o sujeito do carro ao lado, ali na Heitor Penteado, perto da antena colorida. Aliás, que terror aquela antena. Aberração. Meda, medinha. Masi aliás ainda, que terror que está a Paulista. Não sei quando foi que eu comecei a prestar atenção, mas já que o chocho é forte, a gente julga. quem sou eu pra julgar? eu que não sou.
Eis que o Almeida, no seu acasalamento in motion (ai, bicha, se liga) faz com que o garoto se jogue do carro com um som impronunciável: “Vocies vão pra Lôcaaarhjgrgajrgugabuga” saindo do carro pela janela, quase um afrocisne descendente, como diz o Vitor Angelo Solangelo.
Nessa hora eu fiquei velha, quis ir embora no mesmo momento, mas passou.
Tomei suco de graviola, tô gostoso.